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Um GIS deverá ser um software de tipo aberto, que compreenda a maioria das funcionalidades a que a maioria dos utilizadores recorre na maior parte do tempo.
Adicionalmente deve também constituir-se como uma base de desenvolvimento de funcionalidades específicas dirigidas a diferentes domínios de utilização.
Mas, mais importante que o fornecimento de software GIS são as capacidades e a garantia da VERSUS ao nível do suporte técnico, definição e proposta de metodologias, desenvolvimento de módulos específicos, formação de utilizadores e acompanhamento pleno de todo um processo de construção de um SIG.
1- Informação para constituição de um SIG
Num processo de implementação de um Sistema de Informação Geográfica distinguem-se a informação de natureza cartográfica e a informação de natureza alfanumérica.
Informação de natureza cartográfica
Tendo em conta os requisitos de qualquer software de Sistema de Informação Geográfica, a preparação da base cartográfica envolve em geral a sobreposição de informação em modo vectorial (formato DXF) sobre imagens em modo raster (formato TIF ou JPG, ou outro susceptível de conversão nestes).
Informação em modo raster
O processamento de informação em modo raster refere-se em geral à georeferenciação de ortofotomapas (fotografia aérea ou de satélite rectificada segundo um dado sistema de projecção), segundo um determinado nível de detalhe.
Informação cartográfica em modo vectorial
A Informação cartográfica em modo vectorial consiste em dispor-se de entidades gráficas (pontos, linhas ou polígonos) que identificam elementos ou situações a que se associam registos de bases de dados alfanuméricas.
É em geral produzida por vectorização a partir de imagens raster.
Assim, por exemplo, num contexto de utilização no âmbito do Ordenamento do Território poderá dispor-se nomeadamente de:
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Polígonos correspondentes a manchas de uso de solo dos PDM’s; |
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Linhas correspondentes a Infra-estruturas ou à rede viária; |
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Pontos que simbolizem elementos a identificar (monumentos, casas ou |
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outros pontos notáveis. |
A consideração de um polígono ou de um ponto na identificação de um dado elemento depende necessariamente da escala (nível de detalhe) considerado.
Num contexto de análise e estudos de mercado poderá interessar dispor-se, por exemplo de:
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Polígonos correspondentes a diferentes indicadores sócio-económico; |
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Linhas correspondentes a redes viárias hierarquizadas segundo graus |
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de acessibilidades; |
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Pontos que simbolizem elementos a identificar. |
Em ambos os casos, bases cartográficas deste tipo poderão constituir unidades autónomas de informação (ficheiros) independentes ou conjuntas, preferencialmente segundo formatos compatíveis.
Todo o processo de vectorização processar-se-à segundo uma distribuição por "layers" (camadas), a definir em conformidade com a hierarquização da informação, necessariamente dependente das especificidades determinadas em cada caso, assegurando no entanto a sua sempre possibilidade de alteração, a partir de uma constituição rigorosa, coerente e plenamente de acordo com a distribuição definida.
As várias camadas, bem como as bases de dados alfanuméricas inerentes assim estabelecidas, poderão ter acessos condicionados segundo uma hierarquia de utilizadores, por exemplo através de uma palavra de código ("password").
Informação de natureza alfanumérica
Definição de estruturas de bases de dados referente à informação desejada como objecto da respectiva implementação.
Por exemplo, em aplicações do âmbito do ordenamento do território, relativamente a processos de licenciamento, poder-se-ia constituir uma base de dados, em que cada registo da base de dados assim obtida é atribuído ao polígono que, na carta, depois de vectorizada, corresponderia ao lote de cada um dos requerentes.
Analogamente e num contexto de estudos de mercado, a base de dados poderia referir-se, por exemplo, tão simplesmente nomes, moradas e rendimentos per capita.
Assim para implementação da componente alfanumérica do Sistema de Informação Geográfica são de considerar as situações seguintes:
Criação de bases de dados alfanuméricas no SIG
O Sistema de Informação Geográfica disponibiliza um Sistema de Gestão de Bases de Dados (SGBD) que permite a definição directa da estrutura das bases de dados, contemplando os campos desejados bem como o preenchimento das respectivas tabelas, associando cada um dos seus registos aos elementos gráficos correspondentes.Importação de bases de dados
O que no entanto importa desde já notar é que as bases de dados alfanuméricas podem ser preenchidas directamente em associação ao próprio Sistema de Informação Geográfica, ou podem ser por recurso a um SGBD autónomo, do tipo Access ou Oracle, por exemplo, e ser posteriormente importada para o Sistema de Informação Geográfica.
A base de dados alfanumérica pode ser constituída por por recurso a uma base de dados autónoma/externa do tipo Access, SQL-Server ou Oracle, por exemplo, e ser posteriormente importada, no âmbito da constituição do SIG, procedendo-se então, apenas, às atribuições de cada registo dessa base de dados alfanumérica ao respectivo polígono, na cartografia implementada.
Ligação a aplicações externas
Genericamente uma plataforma de software GIS para constituição de um SIG, deve permitir, por programação, a associação de aplicações externas de base de dados, ou outras aplicações designadamente multimedia, específicas para determinado âmbito de actividade, do tipo:
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Forms de Access; |
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Aplicações desenvolvidas em Delphi; |
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Aplicações desenvolvidas em Visual Basic; |
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Aplicações desenvolvidas em C++; |
Deste modo, será possível o desenvolvimento de interfaces específicos para acesso e consulta a bases de dados internas e/ou externas, em conformidade com as especificações de cada utilizador.
Ligação dos registos das bases de dados a entidades da componente cartográfica do SIG
À informação alfanumérica implementada nos termos referidos, procede-se a atribuição dos respectivos registos aos elementos gráficos em modo vectorial (linhas e polígonos) constituintes dos assuntos inerentes à actividade do utilizador, por forma a criar coberturas GIS.
Informação específica de cada utilizador – actualização, manutenção e evolução do SIG
No âmbito da informação de natureza vectorial deverá prever-se a possibilidade de vectorização sucessiva de informação afim à actividade de cada utilizador, podendo vir a constituir também unidades autónomas de informação (ficheiros) independentes ou conjuntas.
De modo análogo, poder-se-iam estabelecer outras bases de dados e constituir sistemas de informação georeferenciada relativamente a outros temas.
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Para saber mais consulte:
Objectivos
Projectos